Buscar

A Guerra das Maquininhas

Entenda a disputa acirrada entre as adquirentes e as consequências disso para o setor


Um setor verticalmente concentrado, com inúmeras barreiras de entrada, baixa inovação e dois líderes de mercado com mais de 90% de market share. Você sabe de qual setor estamos falando? Se você pensou Mercado de Adquirência, acertou. Para entender melhor o movimento desse mercado, vamos à cronologia abaixo:

Até meados de 2010, o mercado era exatamente como está descrito no 1º parágrafo

Por volta de 2010, começam esforços do BC para aumentar a competição no setor

Como era um setor duopolizado, que praticamente ignorava PMEs, surgiu a figura da subadquirente, que formavam um “grupo” de clientes para conseguir uma negociação com as adquirentes.


Esse mercado de PMEs mal atendidas foi onde cresceram Stone e Pagseguro, por exemplo. Nos últimos anos, atraiu também a atenção de players maiores e ligados a bancos, como Cielo, Rede e Getnet.


Nesse contexto, onde não há uma diferenciação de produto entre as adquirentes, a competição se baseou em 2 pilares: quem cobra menos taxa e quem entrega o dinheiro em menos dias para o comerciante.


E é aqui que a disputa começa

A batalha teve início com a Getnet - empresa de adquirência hoje do Santander - anunciando a redução da taxa MDR (Merchant Discount Rate), de 3,75% para 2%; e o prazo de pagamento de 30 para 2 dias. Isso para cliente usando a SuperGet, produto focado em pequenos comerciantes.

Mercado suficientemente agitado, resposta da Rede (adquirente do Itaú). Prazo também reduzido para 2 dias, Zero taxa de antecipação, porém exclusivo para quem tiver máquina Rede, conta no Itaú e faturamento igual ou inferior a R$30 milhões ao ano.

Safrapay, ligada ao Banco Safra como o nome indica, entrou na brincadeira zerando a taxa da maquininha, ou seja, o comerciante não precisa comprar e nem pagar aluguel, e ainda zerou a taxa no crédito para até R$ 50 mil em vendas por mês.

A briga por taxa gerou receio do futuro no setor, e derrubou as ações das empresas de capital aberto como Cielo, Stone, PagSeguro. Como foi possível perceber, a guerra está acontecendo justamente no campo que por muito tempo foi negligenciado pelas adquirentes, o mercado de pequenas e médias empresas.

A indústria jamais será a mesma

Essa nova realidade transformou de vez a indústria. A participação conjunta de Cielo e Rede, ainda que dominantes, está caindo ano a ano (de 90% para 70% do mercado). GetNet, que em 2010 tinha 1% do mercado, hoje já conta com cerca de 13% de participação. Stone e PagSeguro, ainda com presença relativamente pequena em termos de market share, fazem sucesso em seus respectivos nichos.

As taxas tanto de transação quanto de antecipação - que responde por parcela relevante do resultado - nunca mais serão tão gordas e as empresas do setor terão que ser cada vez mais eficiente para não comprometerem suas rentabilidades.

Mas, talvez essa briga esteja com os dias contados. Não porque ela vá de fato acabar e teremos um vencedor, e sim porque ela deve migrar para um novo campo, o de pagamentos instantâneos. Para saber mais sobre o tema de Pagamentos Instantâneos, confira nossa entrevista para o portal Mobile Time.


#meiosdepagamento #guerradasmaquininhas #startup #inovacao

Logo Fisher New.png
Logo fisher branco(Anexo 2).png
  • Linkedin Fisher Venture Builder
  • Branca Ícone Instagram
  • Facebook Fisher Venture Builder
  • Twitter Fisher Venture Builder

Rua dos Pinheiros, 498, 3º andar - São Paulo, SP  |  Brasil