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Os patinetes vieram para ficar?

Prefeitura de São Paulo faz operação para remover patinetes elétricos sem autorização municipal para circularem


No mês de maio, a prefeitura de São Paulo iniciou a fiscalização sobre os patinetes elétricos que viraram fenômeno entre os paulistas, mas que já eram conhecidas no mundo. A cidade foi a primeira do mundo a criar uma regulação para os veículos elétricos.


O Decreto permite aplicação de multas a quem descumprir os critérios de segurança estabelecidos no documento provisório. A decisão torna proibido estacionar patinetes nas calçadas ou andar no veículo sem equipamentos de proteção, como capacete. As multas seriam primeiramente aplicadas à empresa responsável pelos meios de transportes e somente depois repassada aos usuários.


O mesmo decreto também obriga as empresas do segmento a se cadastrar na Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte (SMT) e garantir que os clientes cumpram as exigências para se andar de patinetes elétricos. Por conta desse fator, a Grow (fusão da Yellow e Grin) teve 1067 patinetes confiscados.


A startup discorda da atitude da prefeitura, alegando que tal decisão cabe à esfera federal - uma vez que ela é quem regula locação de veículos por empresas e permite a utilização dos patinetes nas mesmas vias dedicadas aos pedestres. Já a prefeitura permite que os transportes sejam usados somente em ciclovias, ciclofaixas ou ciclorrotas, com velocidade máx de 20 km/h.


Somente nesse mês que os patinetes voltaram a circular, mas para isso a Grow teve que se cadastrar na SMT e os veículos confiscados só foram recuperados mediante o pagamento de mais de R$900 mil reais de multa.


Em outros lugares do mundo


Os famosos patinetes surgiram na Califórnia, mais especificamente no Vale do Silício, inicialmente usados para percorrer curtas distâncias. Rapidamente viraram febre nos EUA, difundidos pela startup Bird.


A ideia, além de sustentável, visava a mobilidade do cidadão que estava acostumado a perder horas do dia no trânsito, ainda que para andar somente 2km. A Bird expandiu negócio para o México, Paris, entre outros lugares do mundo que logo se familiarizaram com a nova modalidade.


No entanto, apesar de bem aceitos, os patinetes começaram a causar problemas em alguns lugares. Em São Francisco houve o banimento dos veículos até que houvesse licença para voltarem a serem alugados e Nova Iorque não dispõe de patinetes como meio de transporte.


O dilema pode ser muito semelhante às bicicletas de aluguel que viralizaram no Brasil e no mundo, a falta de estações próprias para algumas delas acabou incomodando muitos pedestres que tinham que desviar dos veículos nas calçadas.


Porém, diferente das bicicletas, os patinetes não têm faixa própria de utilização, se misturando às de pedestre e ciclofaixas. O que por sua vez aumenta a incidência de acidentes - inclusive pela diferença de velocidade entre os meios de transporte.


Conciliação


A Ride - legislação de trânsito brasileira - permite que os patinetes sejam utilizados em calçadas, ciclovias e ruas em geral, mas com diferença de velocidade para cada via. Sem a fiscalização dessas “infrações”, é difícil garantir que as regras estão sendo aplicadas e a segurança dos usuários e pedestres está sendo mantida.


Encontrar o meio termo entre inovação, praticidade e segurança é um desafio, mas os debates precisam ser abertos entre as startups e órgãos regulatórios. Diante desse cenário, temos um desafio pela frente: como encontrar alternativas que acompanhem a inovação ao invés de interrompê-la?

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